Acolá: eleições, críticas e ameaças

No Brasil, o candidato da lava jato disputa com o presidente cloroquina quem é mais à direita para representar a extrema direita nas eleições de 2022, e, nos EUA, a campanha começa a esquentar. A escolha da senadora Kamala Harris, negra e filha de imigrante jamaicano, para companheira de chapa do candidato Joe Biden, ganhou as manchetes em todo o mundo. O candidato democrata declarou que a senadora, quando foi procuradora-geral da Califórnia, “enfrentou os grandes bancos, ergueu o povo trabalhador e protegeu mulheres e crianças do abuso”.

No ano passado, a candidata a vice na chapa democrata, teceu críticas ao Bolsonaro pelas redes sociais: “enquanto a Amazônia queima, o presidente do Brasil, parecido com o Trump, permitiu que madeireiros e mineradores destruíssem a terra, não está agindo. A Amazônia cria mais de 20% do oxigênio do mundo e abriga um milhão de indígenas”.

Já o presidente Trump, resolveu fazer uma nova ameaça ao Brasil e impor tarifas a produtos brasileiros, caso o seu liderado não reduza as tarifas fixadas sobre o etanol que importamos dos EUA: “no que diz respeito ao Brasil, se eles impõem tarifas, nós temos de ter uma equalização de tarifas. Vamos apresentar algo sobre tarifas e justiça, porque muitos países têm nos cobrado tarifas e nós não cobramos deles. É chamado reciprocidade. Você pode esperar algo sobre isso muito em breve”. 

Não sou e nem pretendo ser um especialista em eleição presidencial nos EUA. Lá, como sabemos, a eleição para presidente não é pelo voto direto. Pelo sistema vigente, cada Estado recebe um número de votos com base em sua população. O tal Colégio Eleitoral é composto de 538 eleitores e o candidato que conquistar pelo menos 270 votos ganha a presidência. Não importa quantos votos ele recebeu nas “eleições” de 3 de novembro. Em 2016, por exemplo, a Hillary Clinton teve quase 3 milhões de votos mais do que o Trump. Também em 2000, o candidato democrata Al Gore obteve 500 mil votos a mais do que o republicano George W. Bush e não levou. É assim que funciona as eleições para presidente dos EUA desde 1804.

A Constituição dos EUA, com apenas 7 artigos, tem um peso histórico muito grande. Basta dizer que, desde a sua promulgação, em 1789, ela só teve 27 emendas. Elas são incluídas no final do documento e não alterando o texto original, como acontece aqui no Brasil. Mesmo assim, há um movimento crescente nos EUA para introduzir uma emenda que retire a figura do Colégio Eleitoral e coloque a eleição direta para a escolha do presidente. Em 2018, a empresa Pew Research Center realizou uma pesquisa sobre o sistema político dos EUA e levantou que 55% dos estadunidenses são favoráveis à introdução da eleição direta e 41% afirmam que o Colégio Eleitoral deve ser mantido.

Em tempo: sem o menor preconceito, aceito tomar vacina russa, chinesa, estadunidense, indiana, australiana, inglesa e até norte-coreana, se aparecer. 

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Publicado por blogdocondearthur

Publicitário, jornalista e escritor

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