O pior entre os piores

Qual o transtorno?

Uma coisa é o governo bolsonaro. Suas ações variam de acordo com cada integrante ou patente. Diversionista, engana quem gosta com um rosário de declarações absurdas. Entreguista, destrói a economia nacional e submete a nação ao jugo dos interesses de potências e empresas estrangeiras. Fascistóide, embarca nos modelos atrasados contra a ciência e as instituições democráticas. Policial, mantem o país refém entre o legal e as acobertadas milícias. Justicialesco, delações por encomenda e ações que ferem a Constituição e o estado democrático de direito. Militarista, segue a lógica castrense de ocupação com 6.157 militares da ativa e da reserva em cargos civis do governo (dados de julho). Como se em quartel, ordem unida contra críticas. E o governo é, acima de tudo, golpista.

Outra coisa é o próprio Bolsonaro. Mesmo com um governo à sua imagem e semelhança, a criatura consegue superar sua criação. O presidente Bolsonaro tem um dos maiores defeitos da raça humana. Ele não tem nenhuma empatia. O conceito de empatia, como sabemos, significa a capacidade de se identificar com outra pessoa,  uma capacidade de compreensão emocional do outro. Não dá para criar empatia. É preciso, antes, aceitar suas próprias vulnerabilidades. Afinal, trata-se de um processo cognitivo e afetivo. Ou tem, ou não tem.

Ao longo de todo o período em que estamos vivendo, com a crise provocada por uma doença terrível que já matou quase um milhão em todo o mundo e que, só no Brasil, ceifou mais de 136 mil vidas, ele jamais conseguiu externar empatia. Pelo contrário, todas as suas falas e atitudes mostram o total desprezo pela vida de seus semelhantes.

Em artigo publicado no Le Monde Diplomatique (08/05/2020), o articulista Guilherme Antônio Fernandes, após comentar a falta de empatia do Bolsonaro, escreveu: “A empatia é fundamental para a construção de uma sociedade, onde a dignidade da pessoa humana se coloca como central. A falta de empatia, portanto, reduz a qualidade da convivência humana e conduz a própria sociedade à sua autofagia. A ausência de empatia leva ao excesso de individualismo, que toma conta das ações e degrada o espaço público do encontro humano”.

Para quem não leu ou não conseguiu acompanhar, o portal IG Último Segundo publicou o que disse e fez Bolsonaro durante todo o período da pandemia (até ontem). A título subjetivo, que pode não ter a ver com o tema, o google explica o que vem a ser uma doença chamada Transtorno de Personalidade Borderline e também uma outra, o Transtorno de Personalidade Antissocial (psicopatia). A primeira apresenta diferentes graus de comprometimento de empatia, já o psicopata não possui qualquer empatia.

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Publicado por blogdocondearthur

Publicitário, jornalista e escritor

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